Mais amor, por favor

Mais amor, por favor

5 minutos de leitura

Ou … O amor ressignificado.

Hoje nós convidamos você a fazer uma análise de como está a situação dos relacionamentos nessa pandemia. Antes dela, vamos lembrar que o brasileiro, em especial os homens, tinham bastante orgulho de dizer que eram “pegadores”. Que passavam o rodo em todo mundo, que conseguiam diversas gatinhas numa mesma semana. 

As mulheres também são usuárias desses aplicativos. 

Mas, mesmo quem adorava dar match, acabou ficando com receio de se contaminar pelo Covid-19 (com razão!) e muitas dessas paqueras tiveram que se tornar apenas virtuais. 

E, ao que tudo indica, os brasileiros não gostaram disso não. Segundo um canal chamado Soltos S.A, que fala sobre autonomia afetiva (https://www.youtube.com/soltos) mulheres e homens estão desejando ter relacionamentos mais sérios. 

Eles realizaram uma pesquisa em parceria com a On the Go, uma plataforma para pesquisas de mercado. E olha que interessante o que eles descobriram: antes da pandemia, cerca de 37% dos solteiros estavam dispostos a namorar e agora esse número chega a 63%. Vamos deixar a pesquisa completa no rodapé.

O que questionamos é que se as pessoas desejam um relacionamento mais sério, quais características deveriam ter uma relação, nos dias atuais? E como podemos ressignificar as relações pós pandemia?

Ressignificando o amor

Mas, você deve estar se perguntando: por que devo ressignificar os relacionamentos? Um dos fatores que talvez explique a quantidade de pessoas solteiras, no Brasil, é que eles não sentiam que namorar é o melhor caminho. Um dos motivos é porque consideram as pessoas pouco preparadas para isso. E para construir relacionamentos mais sólidos é preciso ressignificar o amor, em todos os sentidos. 

Então, como estamos vivendo num mundo em construção, pensamos em tudo aquilo que seria interessante para se ter uma relação mais madura, pautada no amor. Pesquisamos psicólogos, psicanalistas, especialistas em Comunicação Não Violenta, filósofos contemporâneos como Bauman. E chegamos às seguintes características abaixo, para que o amor possa desabrochar. 

Empatia

Ao contrário do que muita gente pensa, empatia não é a capacidade apenas de se colocar no lugar do outro. E sim de compreender qual o impacto nos sentimentos do outro diante de uma situação, sem criar julgamentos sobre o que o outro sente. E esse é um exercício um tanto difícil em casal porque muitas vezes queremos apenas ser ouvido, sem levar em conta o que o outro está sentindo. Então, anota no caderninho: empatia é um passo importante para o amor. Já que estamos nos conectando às pessoas, que tal nos conectar àquilo que a pessoa sente e compreender, mais profundamente, suas questões? 

Autoconhecimento

Para isso, você precisa se conhecer e entender suas questões. É necessário entender o que você gosta, o que te chateia, quais são seus limites. É bom também lembrar que você tem virtudes e dificuldades. Que tem um lado maravilhoso e outro sombrio. E que o outro não vai conseguir ter empatia por você se nem você souber o que está sentindo. Então, bora lá: mais um exercício para nos relacionarmos melhor: quem sou eu? O que eu sinto? Do que gosto? Do que não gosto?

Verdade

E só conseguimos fazer esse exercício quando somos verdadeiros com nós mesmos. Existem muitos dogmas em relação ao amor. Se você ler o texto anterior que fizemos sobre o tema vai perceber que existiriam inúmeros motivos para os relacionamentos, historicamente, não serem uma relação de amor e esses medos atravessaram séculos. Graças a todos os santos, essas ideias vêm mudando nos últimos tempos, mas elas persistem. Muitas pessoas ainda acreditam que precisam fingir ser alguém (ou rico, ou bonito, ou inteligente ou esperto) para poder se sentir por cima (sem trocadilhos) numa relação. E isso acontece porque falta verdade consigo mesmo. E se não somos verdadeiros conosco, não somos com o outro. Ficamos criando situações “ideais” para que o outro nos ame. É a barganha do amor.

Então, mais uma dica daquelas que dão um nó no estômago, mas que é necessária: seja verdadeiro consigo mesmo. Não minta sobre o que sente, o que pensa, não tente se adequar. E assim, você conseguirá expressar sua verdade e passará a gerar mais cumplicidade em casal. Como o outro vai te amar se nem te conhece, verdadeiramente? Aliás, acreditamos que nada enfraquece mais a relação do que a falta de honestidade.

Amor próprio

Durante a trajetória de vida é comum ouvirmos coisas que podem abalar nossa autoestima. Podemos ouvir que não somos bons o suficiente ou que não somos o(a) parceiro(a) ideal. 

E isso pode abalar o que pensamos sobre nós mesmos. Então, vamos deixar uma dica de ouro: para de ouvir o que as pessoas dizem. Muito do que elas falam são projeções delas mesmas.

E, com amor no coração, se olhe no espelho e lembre você dos seus potenciais. O que você tem de bom? Que características você ama em si? Quais foram as coisas legais que você fez em sua vida? As conquistas?

Lembre-se todos os dias dessas situações, até conseguir amar cada partezinha sua. E quando você estiver inteiro, conseguirá se abrir verdadeiramente para o amor. Do contrário, ficará esperando que o outro perceba essas características em você, sendo que nem você as encontra dentro de si.    

Ressignificar crenças

Existem alguns momentos da vida em que passamos por tantos perrengues em relacionamentos que começamos a acreditar que nunca mais vamos amar novamente. São as feridas de nossa alma. 

O problema está em ficar muito tempo dando valor as nossas crenças negativas porque crença nada mais é do que um acreditar. Não é uma verdade absoluta. É como olhar para um passado e acreditar que ele vai estar na nossa frente novamente, mas é apenas uma memória.

O que acontece quando não curamos nossas crenças de amor é que fatalmente vamos levá-las para o próximo relacionamento.

As terapias mais atuais demonstram a importância de ressignificarmos nossos traumas emocionais para que possamos seguir adiante, para nos abrirmos para o amor. As mais conhecidas são o Thetahealing e a Constelação Familiar. Mas, existem inúmeras outras que ajudam no processo de modificar e substituir crenças limitantes. Vamos trazer nesse blog um texto só sobre crenças, nos próximos dias. Fique de olho!

Curando a masculinidade tóxica

Poderíamos ficar dias falando desse tema porque ele realmente tem incomodado a sociedade. Não é uma questão de culpar os homens pela falta de respeito pelas mulheres ou nos relacionamentos, mas de não compactuarmos com alguns comportamentos masculinos que não ajudam não apenas a não dar espaço para que o feminino exista em nossa sociedade, como enfraquece as relações afetivas.

Esse tema é o assunto de um post que vamos trazer esse mês em nosso Instagram. Então, novamente, fique de olho!

Mais amor, por favor.

Tudo o que falamos acima não é uma receita de bolo para o amor. Não temos essa pretensão. Mas, é um desejo para que as relações possam ser nutridas com tudo isso que foi citado. Nós acreditamos que o mundo está mudando e as relações também.

Então, esses são apenas alguns caminhos que acreditamos que facilitam que o amor real seja possível.

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