segunda-feira, abril 22, 2024
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Compostagem doméstica: como fazer

A compostagem doméstica é uma técnica ambientalmente responsável que transforma resíduos orgânicos em adubo, enriquecendo o solo com nutrientes essenciais para as plantas. Para uma boa compostagem, é importante fazer a escolha adequada do local, a montagem e manutenção da composteira. O passo a passo para fazer compostagem doméstica é detalhadamente explicado, desde a organização da caixa superior até a coleta e utilização do adubo produzido. Também são mencionados os materiais que podem e não podem ser compostados, bem como dicas para manter a pilha de compostagem equilibrada.

A conscientização sobre o lixo gerado diariamente é um passo importante para a sustentabilidade. 

Uma parte significativa desse lixo pode ser reaproveitada de maneiras bem criativas e úteis. 

Por exemplo, garrafas de vidro ou plástico podem ganhar nova vida como vasos de plantas, porta-lápis ou luminárias decorativas. 

Papel e papelão, muitas vezes descartados, são excelentes para criar arte e artesanato, como colagens e modelos tridimensionais. 

Até mesmo restos de comida não precisam ser desperdiçados; eles podem ser compostados para criar um fertilizante natural para jardins e plantas.

E neste sentido a compostagem doméstica é uma solução prática e ecológica para o manejo de resíduos orgânicos, transformando-os em adubo rico em nutrientes. 

Neste artigo, vamos falar o essencial que você precisa saber para começar a compostagem doméstica. 

Explicaremos os princípios básicos, incluindo a seleção de um local adequado, a escolha entre métodos de compostagem aberta ou fechada, e as melhores práticas para manter sua pilha de compostagem saudável.

Fique com a gente, pois aqui você vai aprender:

  • O que é compostagem doméstica;
  • Melhores métodos para começar a sua compostagem;
  • Por que fazer compostagem doméstica;
  • Como aproveitar a compostagem doméstica;
  • E muito mais…

O que é compostagem doméstica

A compostagem doméstica é uma técnica ambientalmente responsável que converte resíduos orgânicos em adubo, enriquecendo o solo com nutrientes essenciais para o crescimento das plantas. 

As cascas de frutas, cascas de ovos, certos vegetais e outros restos de alimentos compõem uma grande parcela dos resíduos domésticos. 

Ao invés de descartá-los, esses materiais orgânicos podem ser transformados em composto, um adubo natural que beneficia o solo e as plantas.

Esta é uma maneira simples e eficaz para diminuir a quantidade de lixo produzido nas residências. 

O chorume, líquido resultante da decomposição de resíduos orgânicos, é um subproduto da compostagem. 

Rico em fósforo, elemento essencial para o desenvolvimento das plantas, ele pode ser um excelente substituto para fertilizantes químicos, podendo ser aplicado em hortas domésticas, plantas ornamentais e até mesmo em cultivos maiores.

Entretanto, atenção, este é um método simples e eficaz para reduzir o lixo, mas não é tão fácil quanto parece.

É preciso prestar atenção à montagem e manutenção da composteira para garantir o seu funcionamento. 

A escolha do local é fundamental; deve-se optar por um espaço que não seja nem muito úmido nem muito seco e que esteja protegido de extremos climáticos. 

Durante a montagem, é importante criar camadas alternadas de materiais ‘verdes’ e ‘marrons’ para equilibrar nitrogênio e carbono, essenciais para a decomposição.

A manutenção regular é igualmente importante. 

Por isso, não se esqueça de virar a pilha periodicamente para oxigenar os materiais, verificar a umidade para evitar que fique muito seca ou encharcada, e monitorar a temperatura para assegurar que a compostagem esteja ocorrendo na velocidade adequada.

Também é preciso evitar a inclusão de materiais não compostáveis, como plásticos e metais, e de outros resíduos orgânicos que possam atrair pragas ou causar odores desagradáveis, como carnes e laticínios.

Benefícios da compostagem doméstica

A compostagem doméstica é uma prática que redefine completamente o que entendemos por lixo.

Ao transformar restos de alimentos e outros resíduos orgânicos em adubo, diminuímos o volume de descartes que seriam destinados a aterros sanitários e contribuímos para a criação de um ciclo de nutrientes mais sustentável.

Este processo, além de aliviar a pressão sobre os sistemas de gestão de resíduos municipais, também promove a conscientização ambiental entre os indivíduos e as famílias, incentivando práticas mais responsáveis de consumo.

Além disso, a compostagem caseira pode ser uma atividade educativa, envolvendo pessoas de todas as idades no aprendizado sobre ecologia e sustentabilidade, enquanto proporciona benefícios diretos para o solo e as plantas.

Você também pode comercializar o adubo natural produzido pela sua composteira, seja chorume ou húmus, trazendo uma fonte de renda adicional para sua família.

Fazendo isso você contribui para a economia circular, onde os resíduos são transformados em recursos, reduzindo assim o impacto ambiental da atividade agrícola.

Como fazer compostagem doméstica

A composteira doméstica é projetada em formato de caixa e dividida em três partes principais para facilitar o processo de compostagem e a coleta do adubo. 

A caixa superior é onde os resíduos orgânicos são inicialmente depositados, juntamente com serragem e minhocas, que são essenciais para acelerar a decomposição. 

Com o tempo, esses resíduos são transformados em composto pelas minhocas, e o material resultante é transferido para o compartimento intermediário.

O segundo compartimento serve como uma estação intermediária, onde o composto continua seu processo de maturação. 

Após cerca de dois meses, quando a caixa superior está cheia e o composto do compartimento intermediário está pronto, ocorre uma troca: o composto maduro é removido para uso, e a caixa cheia de resíduos frescos é movida para a posição intermediária para continuar a decomposição.

A caixa inferior é projetada para coletar o chorume, o líquido rico em nutrientes que se forma durante a compostagem. 

Este biofertilizante líquido é um adubo muito rico e pode ser diluído e usado para regar as plantas, fechando o ciclo de nutrientes de uma maneira sustentável e ecológica.

Algumas pessoas podem optar por construir suas próprias estruturas de compostagem, utilizando materiais como baldes ou caixas de madeira.

Esse método “faça você mesmo” permite personalizar o sistema de compostagem para atender às necessidades específicas de espaço e volume de resíduos orgânicos.

Um balde pode ser adequado para quem tem pouco espaço, enquanto caixas de madeira podem ser empilhadas para criar um sistema maior e mais permanente. 

Além de ser uma opção econômica, construir sua própria composteira também promove a reutilização de materiais que poderiam, de outra forma, ser descartados.

De qualquer modo, optando-se ou não por montar a própria composteira, deve-se ter em mente que a escolha do local onde ela será colocada é essencial.

O lugar ideal deve ser de fácil acesso, mas também discreto, para que a composteira se integre bem ao ambiente. 

Deve-se evitar áreas muito expostas ao sol ou à chuva excessiva, pois condições extremas podem afetar o processo.

Um local parcialmente sombreado, como próximo a uma parede ou cerca, pode oferecer o equilíbrio perfeito entre luz solar e proteção. 

Também é importante considerar a proximidade com a fonte dos resíduos orgânicos, como a cozinha, para facilitar o descarte diário. 

É interessante notar que as minhocas vermelhas, conhecidas como minhocas californianas, são muito utilizadas na compostagem doméstica devido à sua eficiência em decompor resíduos orgânicos. 

Essas minhocas aceleram o processo de compostagem ao consumir rapidamente os resíduos e excretar húmus, um material altamente nutritivo para o solo. 

Além de serem boas decompositoras, as minhocas californianas são adaptáveis a uma variedade de climas, o que as torna ideais para esta tarefa em muitas regiões. 

Agora, falemos do passo a passo para fazer compostagem doméstica.

Organize a caixa superior

É na caixa superior da composteira que se inicia a digestão dos resíduos orgânicos. 

Neste compartimento, os restos de alimentos e outros materiais biodegradáveis são depositados e começam a ser processados pelas minhocas.

É importante manter uma boa mistura de resíduos ‘verdes’, como restos de vegetais e frutas, com materiais ‘marrons’, como folhas secas e serragem, para criar um ambiente equilibrado que favoreça a ação das minhocas e microorganismos decompositores.

A caixa superior da composteira deve ser projetada com furos no fundo para permitir que o excesso de líquido, gerado pela decomposição dos resíduos orgânicos, escorra para a caixa intermediária. 

Isso evita o acúmulo de umidade excessiva e facilita a coleta do chorume.

A presença de furos na tampa também contribui para a ventilação adequada, fornecendo o oxigênio necessário para os micro-organismos e minhocas. 

Pois bem, o primeiro passo para montar sua composteira é preparar a caixa superior, que será o lar inicial das minhocas e o ponto de partida para a compostagem. 

Comece espalhando uma camada de terra rica em matéria orgânica no fundo da caixa.

Certifique-se de que a terra cubra toda a base de maneira uniforme, criando um ambiente propício para as minhocas começarem a trabalhar.

Cuidados ao colocar os restos orgânicos

Ao adicionar resíduos orgânicos à composteira, é recomendável colocá-los em um canto e, em seguida, cobri-los com uma camada de matéria vegetal seca. 

Isso pode incluir serragem, grama cortada, palha ou folhas secas. 

Essa camada ajuda a manter o equilíbrio necessário entre nitrogênio e carbono, minimiza odores e desencoraja a presença de insetos.

Aguarde o período necessário

Conforme você adiciona mais resíduos orgânicos, é importante permitir que eles “descansem” e se decomponham adequadamente. 

Um período mínimo de 30 dias é essencial para que o ciclo de compostagem ocorra efetivamente. 

Durante esse tempo, as minhocas e os micro-organismos trabalham juntos para quebrar os resíduos.

É uma boa prática misturar o material da composteira e aerar a terra de 15 em 15 dias.

Ao fazer isso, você estará introduzindo oxigênio, que é vital para os micro-organismos responsáveis pela decomposição. 

Esse oxigênio adicional ajuda a quebrar o material mais rapidamente, evita a formação de bolsões de matéria que não se decompõem e controla odores indesejados.

Troque as caixas digestoras 

Após o ciclo de 30 dias, a caixa que estava no topo, agora com o material parcialmente decomposto, é movida para a posição intermediária. 

Isso permite que o composto continue seu processo de maturação. 

Enquanto isso, a caixa que estava no meio, onde o composto já está mais maduro, é deslocada para baixo, facilitando a coleta do adubo finalizado.

Uma nova caixa, ou a caixa que estava embaixo, agora vazia, é colocada no topo para receber novos resíduos orgânicos e iniciar um novo ciclo de compostagem.

Aproveite o adubo

Ao completar o segundo ciclo de compostagem, a caixa que estava no meio se torna um verdadeiro tesouro para qualquer jardineiro: ela contém húmus de minhoca. 

Ele é o resultado da digestão dos resíduos orgânicos pelas minhocas, que convertem o material em um composto fino, homogêneo e cheio de nutrientes essenciais para o crescimento das plantas. 

Para retirar o húmus da composteira sem perturbar as minhocas, você pode expor a caixa ao sol. 

As minhocas, que são fotofóbicas, naturalmente se deslocam para o fundo da caixa em busca de escuridão e umidade. 

Isso permite que você raspe cuidadosamente a camada superior de húmus sem remover as minhocas.

Na terceira caixa da composteira, você também encontra o chorume orgânico, um subproduto líquido da compostagem. 

Este biofertilizante é altamente nutritivo para as plantas, pois contém uma concentração de minerais e nutrientes resultantes da decomposição dos resíduos orgânicos. 

Antes de ser utilizado, ele deve ser diluído em água, geralmente na proporção de 1:10, para evitar que a concentração elevada de nutrientes possa queimar as plantas.

O que pode ser colocado na compostagem doméstica?

Na compostagem doméstica, uma variedade de resíduos orgânicos pode ser transformada em um rico adubo para as plantas. 

Entre eles podemos citar cascas, talos e restos de legumes, verduras e frutas não cítricas, casca de ovo, borra de café, saquinhos de chá, folhas secas e restos do jardim.

Mantenha a pilha de compostagem bem equilibrada com uma mistura de materiais ‘verdes’ ricos em nitrogênio e materiais ‘marrons’ ricos em carbono. 

A proporção ideal é de cerca de 1 parte de ‘verdes’ para 3 partes de ‘marrons’.

O que não pode ser colocado na compostagem doméstica?

É importante evitar compostar carnes, laticínios, gorduras e alimentos cozidos com óleo, pois podem atrair pragas e causar odores desagradáveis. 

Além disso, materiais como vidro, plástico e metais nunca devem ser colocados na compostagem, pois não se decompõem e podem ser prejudiciais ao meio ambiente.

Frutas cítricas como laranja, abacaxi e limão devem ser evitadas devido ao seu alto teor de acidez, que pode inibir os microrganismos essenciais para a decomposição.

O arroz, embora pareça inofensivo, pode fermentar e também atrair pragas.

Nozes pretas contêm juglona, uma substância tóxica para muitas plantas, e, portanto, também são excluídas.

Massas, bolos e outros produtos que contêm trigo podem atrair roedores e outros animais e podem conter conservantes e aditivos que não são ideais para a compostagem. 

Restos de plantas doentes devem ser evitados para não espalhar doenças para as plantas que receberão o composto. 

Dejetos de cães e gatos podem conter patógenos perigosos para os humanos e as minhocas, por isso devem ser evitados.

Por fim, serragem de madeira tratada com verniz ou outras substâncias químicas pode liberar toxinas no composto e no solo, portanto, evite-os.

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