A força da mãe África

A força da mãe África

3 minutos de leitura

Já dizia a música de Clara Nunes:

“Morena de Angola que leva o chocalho amarrado na canela

Será que ela mexe o chocalho ou o chocalho é que mexe com ela”.

Olhar para a história do negro do Brasil significa pensar em todo uma forma de viver que foi consolidada, por meio de séculos, como uma adaptação do difícil para o possível. 

O negro precisou entender como poderia ser feliz sem ter as mesmas condições que o homem branco. A música da Clara Nunes mostra um pouco isso: a morena que vai para a cozinha e que dança, mesmo sendo uma pessoa que não é de uma classe abastada e que aproveita esses momentos muito simples para lembrarem das coisas boas que existiam, como uma forma de alegria.

A situação atual hoje do negro no Brasil ainda é um reflexo de tudo o que eles passaram em séculos de escravidão. Estamos vendo mudanças, conquistas, mas ainda há muito a ser feito para eliminarmos as desigualdades existentes. 

Mas, se pensarmos no maior legado que os negros deixaram para os brasileiros em sua herança, vamos encontrar coisas tão belas que queremos compartilhar aqui, nessa reflexão.

A resistência

Quando algo é noticiado na mídia sobre o continente africano, geralmente a notícia está atrelada a uma informação que não é boa. Acreditamos que isso se deve a dois fatores: 1) a mídia tende a não falar de coisas boas; 2) vimos ao longo das últimas décadas, notícias sobre o apartheid (a luta do branco contra o negro) e também uma infinidade de informações sobre pobreza e pandemias como a do HIV e do Ebola.

O interessante é que poucos canais noticiaram que os países do continente africano, são um dos menos atingidos pelo Covid-19. Entre os fatores que os pesquisadores estão atribuindo a esse “sucesso”, é o fato deles já terem vivido em outras situações pandêmicas e sabem como agir.

Em outras palavras, o continente africano usa sua própria experiência como forma de aprendizados para a vida.

Um olhar ancestral

Com certeza você já deve ter visto vídeos na internet de pessoas africanas dançando em condições em que muitos humanos pensariam como as não ideais, seja porque eram crianças brincando numa casa simples ou porque eram adultos sorrindo num cenário que parecia de guerra.

Rir, dançar, celebrar a vida, seja ela em qualquer condição, faz parte da vida dos africanos, em muitos países. Um movimento que surgiu ancestralmente e que reverberou, na linha do tempo, como comportamentos e formas de encarar as situações por meio da alegria, da força e da fé.

Não estamos falando de nenhuma “romantização” da vida no continente africano. Essa forma de ver as situações, está registrada em livros, nos contos orais, nas lendas das tribos, nas fábulas dos guerreiros. E nos vídeos da internet!

Um povo de fé e de força, que utiliza a natureza, a convivência entre os humanos e os meios que eles têm em mãos, naquele momento, como uma forma de crescer e passar pelos desafios.  

Não parece que estamos falando da vida dos brasileiros? Então, acreditamos que esse é o legado que os negros africanos deixaram para o Brasil: uma forma de olhar a vida por meio da beleza, da leveza, da busca de ter a força para lutar e acreditar. 

Torcemos para que, no Dia da Consciência Negra, possamos fazer essa reparação histórica na alma de nossos negros, reconhecendo toda a força e beleza que o continente africano deixou para nós como herança, por meio dos seus filhos.

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