Citronela, a planta que afasta

Citronela, a planta que afasta

3 minutos de leitura

Hoje, nós queremos contar uma história de ficção sobre a Citronela, mas que bem poderia ser verdade. Depois de ler, conta pra gente o que achou. 

Yukã é um índio de pouco mais de 20 anos, que mora numa aldeia indígena, numa floresta muito, muito grande. Ele era um jovem guerreiro, no esplendor de sua forma física. E, por isso, um dos grandes representantes da caça e pesca de seu povoado. 

Para abastecer o seu povo, Yukã saiu para pescar com os outros índios da aldeia, quilômetros ao Sul e passaria um tempo longe da família. 

Foram dias caminhando a pé cruzando a floresta, conversando com os amigos, rindo e cantando até chegar às margens do rio.  

Para os índios daquele povoado, a pesca é um momento sagrado, de absoluto silêncio. É como uma dança entre o peixe e o homem, em que ambos precisam estar em simbiose. 

Em pé, dentro de uma canoa improvisada, já no meio do rio, Yukã se concentra. O silêncio é tão absoluto que é possível ouvir apenas os movimentos da natureza e a respiração ritmada do índio. Ele era capaz de passar minutos numa mesma posição, observando os movimentos dos peixes, para, depois agir. 

Ele já estava horas pescando quando, repentinamente, o silêncio é quebrado por alguém que grita às margens do rio: “Yukã, você precisa voltar. Yukã, volta!”

O índio não entende. Abandona a pesca, pula dentro do rio e nada até às margens. Muito bravo, diz: “o que foi?”

– “Gaia está em perigo. Ela tem uma febre que não passa. Já tentamos de tudo, evocamos os espíritos, tentamos a curandeira, mas a pequena pede por você”. 

Gaia é a filha mais nova de Yukã, com apenas três aninhos. Imediatamente, o índio avisa os companheiros que logo começam a caminhada de volta pela floresta, desta vez em passos mais apressados. Se a filha de um adoece, todos ajudam. 

Yukã pergunta ao índio o que foi dado a ela para baixar a febre e o índio cita duas ou três ervas que foram ofertadas à pequena. 

Andando pela floresta, Yukã busca se conectar ainda mais com a natureza. Sente cada passada, escuta os passarinhos, percebe as folhas caindo das árvores, o barulho do rio ainda ao fundo, um rugido de um animal que está a metros de distância. Ele passou o dia caminhando e criando um diálogo com a floresta, por meio de todos os seus sentidos. Yukã, então, pede para o grupo parar numa clareira e acender uma fogueira porque já ia começar a escurecer. 

Na manhã seguinte, acorda antes do que todos. Vê os primeiros raios de sol passando por entre as árvores altas. E, então, se ajoelha com as mãos para o alto diz: “Grande espírito da floresta, me mostre a cura”.

E, então, Yukã começa a ver uma sequência de imagens em seu coração. Vê Gaia brincando com seus amiguinhos da aldeia, observa o local onde ela estava e que foi picada por um inseto que não é muito comum nessa área.

E, então, se vê, dentro da oca, defumando o local com uma erva específica, que mais parece um capim. O índio fala novamente:

“Grande espírito, onde eu encontro essa erva”?

E, então, Yukã vê diversos pés de Citronela, num povoado próximo ao seu. Lembra que algumas crianças do povoado vizinho já tinham sido picadas pelo bicho voador. E que a defumação com a erva tinha ajudado a passar a sensação de inflamação da picada. 

Yukã chama os amigos, caminha o mais rápido possível até o vilarejo, colhe a erva e leva para a aldeia.

Quando entra na oca, Gaia abre um sorriso, pois percebe que suas preces foram atendidas. Yukã oferece a Citronela aos espíritos de cura e começa a defumar o local. E se lembrou de fazer esse ritual nos demais dias, ao entardecer, quando os insetos eram mais comuns. 

Em poucos dias, Gaia estava brincando novamente com os amiguinhos, como uma criança qualquer.

“Gratidão, grande espírito”, diz Yukã.

Nesse momento, ele sente uma leve brisa de vento em seu rosto. É a natureza retribuindo à gratidão.

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