Iemanjá, a rainha do mar

Iemanjá, a rainha do mar

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Nós não nos lembramos disso, mas viemos da água. Quando fecundados e acomodados dentro de um útero quentinho, repleto de líquido amniótico, é ali que nos desenvolvemos.

Por isso que a água é considerada um elemento que representa a fertilidade, sendo capaz de sustentar o desenvolvimento da própria existência.

Então, existe uma visão simbólica que é compartilhada por diversos povos diferentes de que a água é a força, a geração, a sustentação, o amparo, o crescimento, o desenvolvimento.

Essa é uma visão também de algumas religiões e filosofias. Mas, em especial para a Umbanda, as forças das águas têm um significado ainda mais simbólico: a vibração de Iemanjá.

Salve a Rainha do Mar

Iemanjá é o único Orixá que possui uma imagem própria. Os demais Orixás estão representados num sincretismo já existente. Por exemplo, o Orixá Ogum é representado por São Jorge, do Catolicismo.

Mas, por que só Iemanjá possui uma imagem própria?

Relatos afirmam que nos anos 50, uma vidente teria observado a imagem de Iemanjá sob as águas do mar no Rio de Janeiro. E nessa visão, a Orixá se apresentou como uma mulher linda, com um vestido comprido e longos cabelos e de suas mãos saíam pérolas que caíam sobre a água do mar. Esse “desenho” de Iemanjá teria sido reproduzida em todo o Brasil e estabelecido como a imagem de Iemanjá.

Como somente conseguimos entender as forças do Criador a partir das qualidades que já estão em nós, então, essa era a visão que a vidente, da época, conseguiu ter de Iemanjá. Mas, ela poderia ter sido representada por outras imagens. O importante, é a mensagem que o Orixá passava naquele momento.

O Mar, o ponto de força

Então, se pararmos para analisar, o retrato da figura da mãe, de braços abertos, pronta para acolher seus filhos, capaz de amparar a vida, é o arquétipo da grande mãe.

Segundo estudos da Umbanda, a linha da água é considerada a linha da geração. E nela estão as mães da “criação”, uma vibração que irá estimular os sentimentos maternais ou paternais naqueles que entram em contato com a energia desse Orixá.

Por isso que o ponto de força de Iemanjá é o mar, porque a água é capaz de sustentar essa vibração de que estamos sendo acolhidos, que nossa vida tem um amparo.

Não à toa que no final do ano, muitas pessoas querem ir para o mar e pular sete ondas, pedindo o amparo de Iemanjá pois sabem que, ali no mar, a força do amor, da fertilidade e da geração se fazem presentes.

O dia escolhido

O dia de Iemanjá é comemorado no dia 2 de fevereiro porque essa é a data em que se comemorava, na Bahia, o dia de Nossa Senhora dos Navegantes, que é uma das representações de Iemanjá. Como na Bahia a Umbanda é muito forte, então, a data que já foi celebrada no dia 31 de dezembro passou, então, para fevereiro.

Receba o abraço de Iemanjá

Não precisamos pular sete ondas para pedir o amparo desta Orixá. A energia de Iemanjá pode ser evocada em diversos momentos da nossa vida, como um pedido de guiança, por exemplo. Sempre que você sentir em seu coração, que você precisa de um conselho de mãe, chame por Iemanjá.

Mas, principalmente, quando precisamos de colo, podemos pedir a Iemanjá que nos ampare, nos acolha, faça nos sentir nutridos de amor.

É importante fazer uns minutos de silêncio, nos conectarmos a essa vibração de amor, fazer os nossos pedidos e agradecer. E, para finalizar, podemos saudar:

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