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Conheça: Indra Devi

Indra Devi, também conhecida como “A Primeira Dama do Yoga”, foi a professora pioneira e uma das primeiras discípulas do Yoga moderna, a  mesma que praticamos hoje em dia. Além de ser a primeira mulher ocidental a dar aulas de Yoga na Índia.

Indra é uma figura muito respeitada no Yoga, por ter sido a primeira mulher estrangeira aceita na escola do mestre Krishnamacharya, mesma escola de B.K.S. Iyengar, Pattabhi Jois, Desikashar, entre outros grandes. 

Seu legado foi grandioso e antes de morrer aos 102, Indra transformou a história de muitas pessoas e inspirou muitas mulheres. 


Acompanhe neste artigo a trajetória de vida completa da primeira dama do Yoga.

Conhecida por seus seguidores como Mataji, o que significa mãe, ela era estudante de Sri Tirumalai Krishnamacharya, o lendário guru que ganhou atenção mundial por parar o batimento cardíaco por dois minutos. Numa época em que o Yoga era uma atividade quase exclusivamente masculina.

Nascida em Eugenie Peterson em Riga, Letônia, em 12 de maio de 1899, era filha de Vasili Peterson, diretor de um banco sueco, e Aleksandra Vasilyevna, uma nobre russa. 

Ainda jovem, Indra frequentou a escola de teatro em Moscou e fugiu para Berlim com sua mãe quando os comunistas chegaram ao poder em 1917.

Já em Berlim, ela se tornou atriz e dançarina e seu fascínio pela Índia começou quando tinha apenas 15 anos, após ler o livro do poeta Rabindranath Tagore. Então finalmente em 1927, Indra navegava de vez para a Índia, para explorar o que até então só conhecia através dos livros que leu.


O início da toda uma era em solo indiano

Três anos após desembarcar na Índia, Indra Devi, passou a se tornar uma estrela em ascensão nos filmes indianos. Em 1930, ela casa-se com Jan Strakaty, no consulado da Checoslováquia em Bombaim. 

Através de seu marido, ela conhece Maharini e Mysore, que mantinham uma escola de Yoga em seu palácio onde Sri Krishnamacharya ensinava.

Sabendo da influência que Sri Krishnamacharya tinha, Indra pede uma lição ao mestre, que prontamente se recusa, alegando que ela era ocidental e mulher, duas coisas proibidas para aquele tipo de ensinamento na época.

Depois de muito insistir para convencê-lo, finalmente ele concorda, mesmo relutante, alega Fernando Pages Ruiz, escritor freelancer que a entrevistou para um de seus livros, anos mais tarde.

Ao contrário das lições superficiais que pretendia dar a ela inicialmente, Sri Krishnamacharya ensinou-a por um ano, mesmo após saberem da transferência do marido de Indra para a China, por consequência sua também mudança de país. Treinando-a então com mais afinco, para torná-la uma professora de Yoga.


A ida para China

Agora em Xangai, Indra passa a ensinar o que viria a ser a primeira aula de Yoga na China moderna, disse Ruiz, seu atual marido, em uma entrevista de 1996 no Yoga Journal

Durante algum tempo, a nova professora passa a realizar cinco aulas por dia para 25 alunos no quarto de Madame Chiang Kaishek, esposa do líder nacionalista e uma nova entusiasta do Yoga.

Após a guerra que aconteceu em Xangai naquele período, Indra resolve voltar à Índia para escrever seu primeiro livro, o primeiro livro sobre Yoga escrito por um ocidental a ser publicado na Índia


Sozinha e sem rumo

Após a morte do marido, ela resolve então voltar a Xangai para recuperar seus pertences, sem saber ao certo se deveria ir depois à Índia ou aos Estados Unidos. 

Em dúvida, Indra compra passagens para os dois destinos e resolve pegar o navio que partisse primeiro. Entre os dois destinos, a América ganhou.

Uma vez na América, seu destino foi Hollywood, chegando em janeiro de 1947. 

 

Encantada com todas as possibilidades que poderia obter, Indra descobre estudantes entre as estrelas de cinema, que consideravam as técnicas de respiração e relaxamento de Yoga úteis para seu trabalho.

Seus alunos incluíam: Miss Swanson, a quem ela dedicou um de seus 12 livros, Robert Ryan, Greta Garbo, Jennifer Jones e o violinista Yehudi Menuhin.

Em 1953, decide-se casar novamente, desta vez com o Dr. Siegrid Knauer, que preferia a medicina preventiva aos antibióticos. Depois de se tornar uma cidadã americana, ela mudou legalmente seu nome para Indra Devi, deixando para trás Mataji, seu nome original.


A ascensão da primeira mulher professora de Yoga

Sete anos depois de ter começado o seu percurso na América como professora de Yoga de grandes celebridades, no ano de 1960, o embaixador da Índia em Moscou organizou um encontro com os principais líderes soviéticos, incluindo Aleksei Kosygin, primeiro-ministro, Andrei Gromyko, ministro das Relações Exteriores, e Anastas Mikoyan, presidente do Supremo Soviético. 

Depois de Indra ter falado para eles dos benefícios que o Yoga proporcionava, a prática passou a ser legalizada na Rússia.

Alguns anos depois, mais precisamente em 1966, ela passa a ficar cativada pelos ensinamentos do guru Satya Sai Baba, resultando em uma nova forma de Yoga, batizada por ela de Sai Yoga.

Ela viajou e ensinou ao redor do mundo, visitando a Argentina em 1982 onde sua popularidade aumentou após uma única aparição na televisão. 

Após essa aparição, Indra formou uma base para espalhar seus métodos de Yoga pelo mundo a fora. Até o momento de sua morte, ela ainda operava seis estúdios com mais de 25 mil estudantes terem passados por todos eles.


Um pouco antes do fim

Na IV Convenção Nacional de Yoga de 13 a 14 de maio de 2000 coincidiu com seu 101º aniversário. 

“Você dá amor e luz a todos – aqueles que amam você, aqueles que o prejudicam, aqueles a quem você conhece, aqueles a quem você não conhece. Não faz diferença. Você apenas dá luz e amor”, disse a precursora  do Yoga, cuja prática no final de sua vida consistia apenas em Padmasana, Janu Sirsasana, Ardha Sirsasana e Ardha Matsyendrasana, mas cuja luz brilhava em todo o mundo.

Sua grande sabedoria e ensinamentos deram a Indra uma grande amizade com nomes como: Mahatma Ghandi, Rabindranath Tagore, Dalai Lama, que a ajudaram ao longo do século XX a disseminar o Yoga pelo mundo ocidental, e trazer a possibilidade desta prática nos dias de hoje.

Ela não teve filhos em nenhum dos dois casamentos, mas uma mulher em sua fundação que se identificou apenas como Anna, disse que ela tinha uma filha adotiva chamada Rosita.

Buenos Aires, 25 de abril de 2002, morre Indra Devi aos 102 anos, deixando um legado histórico no mundo, servindo de inspiração para muitas mulheres ao longo de várias gerações.

 

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