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Conheça: Frida Kahlo

Frida Kahlo, foi uma grande pintora mexicana, conhecida por seus autorretratos de inspiração surrealista e também por suas fotografias. Seja no México onde nasceu ou ao redor do mundo, o empoderamento feminino de Frida a fez se tornar uma líder de artistas mulheres que vivem a sua própria sexualidade. 

Inspirada na cultura popular de seu país, Frida empregou um estilo de arte popular ingênua para explorar questões de identidade, pós-colonialismo, gênero, classe e raça na sociedade mexicana.

E hoje você irá conhecer toda a trajetória de vida dessa grande artista que ainda faz enorme sucesso, sendo símbolo de empoderamento e inspiração para as mulheres de todas as partes do mundo. Acompanhe…

Magdalena Carmen Frida Kahlo y Calderón, nasceu em 6 de julho de 1907 na casa de seus pais, conhecida como La Casa Azul (A Casa Azul), em Coyoacán, na época uma pequena cidade nos arredores da Cidade do México e hoje um distrito. Seu pai, Guillermo Kahlo, cujo nome oficial era Carl Wilhelm Kahlo, nasceu em Pforzheim Alemanha, filho de Henriette Kaufmann e Jakob Heinrich Kahlo. 

Matilde Gonzalez y Calderón, mãe de Frida, era uma católica devota de origem indígena e espanhola. Seus pais se casaram logo após a morte da primeira esposa de Guillermo, durante o nascimento do seu segundo filho. Embora o casamento tenha sido muito infeliz, Guillermo e Matilde tiveram quatro filhas, sendo Frida a terceira. 

Tendo duas meio-irmãs mais velhas, Frida ressaltava que cresceu em um mundo cheio de mulheres. Durante a maior parte de sua vida, no entanto, se manteve próxima do pai. 

Com seis anos, em 1913 a jovem contraiu poliomielite, a primeira de uma série de doenças, acidentes, lesões e operações que sofreu ao longo da vida. 

A poliomielite deixou uma lesão em seu pé direito, lhe rendeu o apelido de “Frida pata de palo” (Frida perna de pau). Por causa disso, passou a usar calças, depois longas e exóticas saias, que se tornaram algumas de suas marcas pessoais. 

Ao contrário de muitos artistas, ela não começou a pintar cedo. Embora o seu pai tivesse a pintura como um passatempo, Frida não estava particularmente interessada na arte como uma carreira. Apenas entre 1922 e 1925, ela passou a frequentar a Escola Nacional Preparatória do Distrito Federal do México para assistir a aulas de desenho e modelagem. Em 1925, aos 18 anos, aprendeu a técnica da gravura com Fernando Fernandez.


O fatídico acidente de ônibus

Em 17 de setembro de 1925, Frida sofre um grave acidente. O ônibus em que viajava, chocou-se contra um trem. O para-choque de um dos veículos perfurou-lhe as costas, causando uma fratura pélvica e hemorragia, deixando-a por muitos meses entre a vida e a morte no hospital, tendo que operar diversas partes de seu corpo, que fora todo perfurado. 

Tal acidente a obrigou usar coletes ortopédicos de diversos materiais, ela chegou a pintar alguns deles, como por exemplo, o colete de gesso da tela intitulada A Coluna Partida. Durante a sua longa permanência em cima da cama, começou a pintar, usando a caixa de tintas de seu pai e um cavalete adaptado. Esse seria o início de uma vida entregue a arte.


Uma recuperação surpreendente e seu famoso relacionamento conturbado

Três anos depois de ter passado todos os seus dias sem quase poder se mover, pintando muitas vezes com a boca o retrato de si mesma, Frida se recupera e entra para o Partido comunista mexicano onde conhece Diego Rivera, um famoso pintor de muros, com quem se casa no ano seguinte.

 Sob a influência da obra do marido, ela passa a adotar o emprego de zonas de cor amplas e simples, um estilo reconhecidamente ingênuo, procurando afirmar na sua arte a identidade nacional mexicana, adotando com muita frequência temas do folclore e da arte popular do país.

 

O reconhecimento de uma grande artista

Entre 1930 e 1933, Frida decide passar a maior parte do seu tempo em Nova Iorque e Detroit, com Diego estudando sobre pintura e conhecendo a cidade. Após quatro anos se passarem, os dois retornam para o México e recebem Leon Trotski em sua casa de Coyoacán. 

Surpreendentemente, em 1938, André Breton qualifica a obra de Frida de surrealista em um ensaio que escreveu para a exposição de Kahlo na galeria Julien Levy de Nova Iorque. 

Não obstante, ela mesma declarou mais tarde: “Pensavam que eu era uma surrealista, mas eu não era. Nunca pintei sonhos. Pintava a minha própria realidade”. Em 1939, ela expõe pela primeira vez em Paris na galeria Renón et Colle.

Algum tempo depois, a partir de 1943, a pintora passa a dar aulas na escola La Esmeralda, no D.F. (México). Em 1953, a Galeria de Arte Contemporânea desta mesma cidade organiza uma importante exposição em sua honra. Alguns de seus primeiros trabalhos incluíram o Auto-retrato em um vestido de veludo (1926), Retrato de Miguel N. Lira (1927), Retrato de Alicia Galant (1927) e Retrato de minha irmã Cristina (1928).

 

O fim e o retorno, embalados por uma bissexualidade 

Após ter casado com Diego Rivera aos 22 anos e ter tido um casamento tumultuado, já que ambos tinham temperamentos fortes e casos extraconjugais. Frida, que era bissexual, teve um caso com Leon Trotski depois de separar-se de Diego. 

Ele por sua vez, aceitava abertamente os relacionamentos da artista com mulheres, mesmo eles sendo casados, mas não aceitava os casos da esposa com outros homens. No meio de tantas reviravoltas, Frida descobre que Diego mantinha um relacionamento com sua irmã mais nova, Cristina.

Após descobrir a relação da irmã com o marido, ela decide separar-se dele e vive novos amores com homens e mulheres, mas em 1940 une-se novamente a Diego. O segundo casamento foi tão tempestuoso quanto o primeiro, marcado por brigas violentas. 

Ao voltar para o marido, Frida construiu uma casa igual à dele, ao lado da casa em que eles tinham vivido. Essa casa era ligada à outra por uma ponte, e eles viviam como marido e mulher, mas sem morar juntos, encontrando-se na casa dela ou na dele, nas madrugadas.

Embora tenha engravidado mais de uma vez, Frida nunca teve filhos, pois o acidente que a perfurou comprometeu seu útero e deixou graves sequelas, que a impossibilitaram de levar uma gestação até o final, tendo tido diversos abortos.

Perpetuada por uma vida e relacionamentos baseados no caos, Frida tentou diversas vezes o suicídio com facas e martelos.


A morte já esperada e o desejo de nunca mais retornar

Em 13 de julho de 1954, Frida Kahlo, que havia contraído uma forte pneumonia acaba morrendo. Seu atestado de óbito registra embolia pulmonar como a causa da morte, mas não se descarta a hipótese de que tenha morrido de overdose (acidental ou não), devido ao grande número de remédios que tomava. 

Em uma última anotação em seu diário, ela dizia que: “Espero que minha partida seja feliz, e espero nunca mais regressar – Frida”.

Até hoje pessoas ainda falam sobre a hipótese de suicídio. Seu corpo foi cremado, e suas cinzas encontram-se depositadas em uma urna em sua antiga casa, hoje conhecido como Museu Frida Kahlo.

Reconhecida tanto por sua obra quanto por sua vida pessoal, a pintora ganha retrospectiva de suas obras, com objetos e documentos inéditos, além de fotografias, desenhos, vestidos e livros.

Após tantos anos, o trabalho de Frida Kahlo ainda é celebrado internacionalmente como emblemático das tradições nacionais e indígenas mexicanas, além de ser amplamente estudado e discutido pelas feministas, pelo qual é visto como uma descrição intransigente da experiência e forma feminina.

A artista segue inspirando mulheres de todas as idades e seu legado jamais será esquecido, pois ela foi, ainda é, e sempre será, uma das mulheres mais inspiradoras de toda a história. 

 

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