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Março não é exatamente um mês comum, ele propaga a representatividade feminina e dá maior visibilidade para mulheres de todo o mundo, relembrando a importância fundamental de seu papel na sociedade e da luta constante pela igualdade de gênero.
Dentro desse contexto, é importante nos lembrarmos de que não é apenas em março que devemos voltar nossas atenções a causa feminina e enaltecer alguns dos maiores ícones ao longo de todo um percurso sócio-histórico, é necessário afirmar e compreender que o dia das mulheres é todo dia, assim como o empoderamento feminino e sua representatividade é um marco primordial na construção de uma história positiva e transformadora.

Durante todo mês de março compartilharemos um pouco sobre a vida de 31 mulheres incríveis que mudaram o rumo da história. Acompanhe diariamente este post, que crescerá a cada dia com uma personagem diferente desta luta que não é só das mulheres. E também teremos um material ainda mais rico e detalhado sobre algumas destas mulheres incríveis sendo publicado aqui no blog semanalmente.

Para que você não perca nenhuma das publicações, siga a Fênix no Instagram (@incensofenix), onde postaremos todo dia nos stories uma pitada da biografia de cada mulher.


#1. Cleópatra

A mais famosa rainha do Egito e última soberana da dinastia dos Ptolomeus, Cleópatra foi a mulher mais inteligente, estratégica, obstinada e grande governante em uma época em que os reinados eram compostos primordialmente por homens nos altos cargos.

Uma mulher política que conquistou tudo com sua inteligência, carisma e principalmente com muito estudo e preparação para ocupar o cargo que lhe foi incumbido desde a infância. Letrada em Roma enquanto acompanhou seu pai em um período de exílio, onde teve acesso ao acervo da lendária biblioteca de Alexandria e instruída em vários campos do conhecimento dentre eles a filosofia além de diversos idiomas, estima-se um numero próximo à 12 línguas diferentes.

Nascida em Alexandria, Egito, no ano 69 a.C, filha de Ptolomeu XII e da rainha Cleópatra V, egípcia com descendência greco-macedônica. Cleópatra seria então a última Rainha da Dinastia ptolomaica, com apenas 17 anos de idade, ascendeu ao trono, substituindo o pai que havia falecido. 

Após conquistar alianças e por vezes o coração dos mais poderosos homens de seu tempo, diversas batalhas, vitórias e derrotas, casamentos, incesto e mortes, Cleópatra faleceu no ano 30 a.C. Pesquisadoras alegam que sua morte se deu por conta de uma picada de cobra. Apesar do fim trágico, Cleópatra seguiu sendo lembrada por sua determinação e inteligência. Dessa forma, tornou-se a mulher mais famosa do mundo, servindo de exemplo e força para muitas mulheres.

#2. Joana D`Arc

A heroína francesa da Guerra dos Cem Anos, travada entre a
França e a Inglaterra, foi presa, torturada, acusada de feitiçaria, queimada viva na fogueira e hoje é considerada a Santa Padroeira da França.

Joana D’ Arc é uma figura feminina crucial na história não só da França, tornou-se lenda, mito e símbolo absoluto do poder feminino por suas histórias de combates em inúmeras guerras, empregando força, resistência, conhecimento e disposição em batalhas. Considerada uma das maiores heroínas de seu país. De origem camponesa, aos 17 anos Joana D’arc resolveu ingressar no mundo militar com o objetivo de salvar a França dos ingleses durante a Guerra dos 100 anos.
Tal transição, de moça do campo ao alto posto militar que ocupou não era algo comum tão pouco simples de ser alcançado. Tornou-se chefe militar durante a guerra, conseguindo empreender vitórias durante diversas batalhas. Muitas mulheres se inspiram em Joana e na trajetória de sua história, fazendo do seu legado e da injustiça cometida contra ela, grande inspiração.

Nascida no vilarejo de Domrémy, na região de Borrois, França, em 6 de
janeiro de 1412, era filha dos camponeses Jacques D`Arc e Isabelle Romée.

Durante uma de suas batalhas, Joana foi presa e entregue aos ingleses, para ser julgada pela Santa Inquisição. Seu julgamento foi uma grande tortura, acusada e condenada por heregia e feiticeira, foi sentenciada à fogueira, onde foi queimada viva na Praça do Mercado Vermelho, em Rouen, no dia 30 de maio de 1431. Só em 1909 Joana é beatificada, sendo canonizada em 1920, hoje em dia é considerada Santa Padroeira daFrança.

#3. Chica da Silva

A escrava alforriada que ficou famosa pelo poder que exerceu no arraial do Tijuco, naturalmente dominado pela burguesia branca, tendo sido a primeira mulher negra a fazer parte da elite da sociedade na época.

Retratada na televisão como uma mulher devassa, hiperssexualisada e devoradora de homens, é dessa figura representativa no modelo personagem que vem o estereótipo da mulata sensual brasileira. A Chica de verdade foi uma mulher que se preocupava em manter a ordem da casa e da família, e ao contrário do que muitos pensam, seu grande poder não era o corpo, mas sim a seu enorme incentivo aos 13 filhos, para que os mesmos adquirissem educação e por este meio, que tivessem um futuro próspero. Símbolo de enorme influência entre mulheres negras, Chica da Silva foi uma mulher que rompeu com estereótipos, preconceitos e a discriminação contra o negro e o escravo. Por conta disso, ela se tornou personagem importante da cultura brasileira, tendo sido representada no teatro, na literatura, no cinema e em novelas.

Nascida no Arraial do Tijuco, atual cidade de Diamantina, Minas Gerais, na época em que o Brasil tornou-se grande produtor de diamantes, era filha (não reconhecida) do português, capitão das ordenanças, Antônio Caetano de Sá e da africana Maria da Costa. Quanto à autoria de sua carta de alforria ainda existem controvérsias, Mas a grande virada na vida da Chica veio após seu relacionamento com o contratador de diamantes que lhe rendeu uma grande fortuna e oriunda dela seu poder e influência na sociedade do Tijuco. O quão poderosa uma pessoa precisa ser para ter um “oceano particular”?
A história de Chica da Silva segue ainda envolta em mistérios, sendo sua própria imagem um deles, mas o fato é que ela ao seu modo alterou de forma nada ortodoxa a presença de negros na alta sociedade. 

Chica da Silva faleceu em Serro Frio, Minas Gerais, no dia 15 de fevereiro de 1796. Foi sepultada na irmandade religiosa de São Francisco de Assis, exclusiva para pessoas brancas.

#4. Nísia Floresta

Foi educadora, escritora e poetisa que viveu em diferentes estados brasileiros e na Europa e é considerada a primeira feminista brasileira.

Fundadora de colégios para meninas no Recife, em Porto Alegre e no Rio de Janeiro. Nísia era a professora de quase todas as disciplinas, além de colaborar com vários órgãos da imprensa como o Jornal do Brasil, Correio Mercantil, Diário do Rio de Janeiro e Brasil Ilustrado. Ferrenha lutadora pelos direitos da mulher, do índio e do escravo. Seu tema essencial, no entanto, foi sempre a educação da mulher e sua participação na sociedade. Muitas pedagogas trazem a figura de Nisia enraizada em suas memórias, buscando sempre as forças necessárias para seguir em frente, mesmo em tempo de caos e desvalorização da educação no país. 

Nascida em natal, Papari, no Rio Grande do Norte no dia 12 de outubro de 1810. Seu primeiro livro, Direitos das mulheres e injustiça dos homens, foi escrito aos 22 anos. Prestigiada mundialmente por suas obras, defendendo os direitos das mulheres, dos índios e dos escravos, Nísia também participou ativamente das campanhas abolicionistas e republicanas da época.

Aos 28 anos, ela abriu uma escola para meninas. O ano era 1838, e no Brasil reinava D. Pedro II, época em que o ditado popular “o melhor livro é a almofada e o bastidor” estava em alta e representava a realidade imposta a muitas mulheres.

Fortemente influenciada pelo filósofo Augusto Comte, pai do positivismo, Nísia Floresta entendia as mulheres como importantes figuras sociais, dotadas de uma identidade fundamental para o crescimento das sociedades.

Nísia Floresta morreu em Rouen, na França, no dia 24 de abril de 1885. Seus restos mortais só foram trasladados para o Rio Grande do Norte, em 1954. Encontram-se hoje no mausoléu que foi erguido em sua homenagem, na cidade onde nasceu e que tem o seu nome.

#5. Carolina Maria de Jesus

Foi uma autora brasileira, considerada uma das primeiras e mais destacadas escritoras negras do País, tendo seu livro best seller autobiográfico, “Quarto de Despejo: Diário de uma Favelada” como referência na literatura periférica brasileira até hoje.

Carolina era múltipla, única e revolucionária. Sua trajetória no mundo literário inspira iniciativas em vários campos do pensamento, da arte e do político. Uma mulher negra que rompeu diversas barreiras e criou possibilidades de existência através das palavras. A escritora é madrinha de grupos que lutam pela democratização do ensino, dá nome a cursinhos pré-vestibulares comunitários, a escolas, bibliotecas públicas, a projetos de escolarização de jovens e adultos e a centros acadêmicos em universidades em diversos estados pelo país. Seu nome mobiliza articulações de luta pelo direito à moradia e iniciativas de bem-viver dentro de favelas e comunidades. Além de batizar coletivos feministas e grupos de mulheres. Sem dúvidas, ela foi uma das mulheres negras que mais inspiram outras mulheres em toda história. 

Nascida em Sacramento, no interior de Minas Gerais, no dia 14 de março de 1914, era neta de escravos e filha de uma lavadeira analfabeta. 

Morando em uma favela, durante a noite trabalhava como catadora de papel. Em 1941, sonhando em ser escritora, vai até a redação do jornal Folha da Manhã com um poema que escreveu em louvor a Getúlio Vargas. No dia 24 de fevereiro, o seu poema e a sua foto são publicados no jornal e Carolina acabou sendo apelidada de “A Poetisa Negra”.

Em 1958, o repórter do jornal Folha da Noite, Audálio Dantas, foi designado para fazer uma reportagem sobre a favela do Canindé e Carolina lhe mostrou o seu diário, surpreendendo o repórter. 

Carolina Maria de Jesus morreu aos 62 anos em seu quarto, em Parelheiros, na Zona Sul de São Paulo, no dia 13 de fevereiro de 1977.

Temos um post completo sobre a Carolina de Jesus: VER POST

#6. Princesa Isabel

A mulher que foi regente do Brasil Império. Filha de D. Pedro II, assinante da Lei do Ventre Livre e da Lei Áurea, e última princesa do Império regendo-o por três vezes.

Aos 25 anos de idade, Isabel foi nomeada senadora por direito, sendo a primeira mulher eleita para o cargo, diante dos homens mais importantes do Império. Também foi a primeira mulher a ser Chefe de Estado em todo o continente Americano. Duas ocasiões a fizeram ter reconhecimento pela sua atuação na política e consequentemente na linha histórica do país. Que são elas: através da sanção da Lei do Ventre Livre e na assinatura da Lei Áurea, que aboliria a escravidão, ficando conhecida como “A Redentora”. 

Nascida no Palácio São Cristóvão no Rio de Janeiro, em 29 de julho de 1846. Filha do Imperador D. Pedro II e da Imperatriz Tereza Cristina com 4 anos foi declarada princesa imperial e herdeira do trono com 11 meses de idade, por causa da morte do filho mais velho do imperador, Afonso Pedro, com dois anos de idade.

Princesa Isabel faleceu na Normandia, França, em 14 de novembro de 1921.

#7. Chiquinha Gonzaga

Foi uma das maiores influências da música popular brasileira, era neta de uma escrava liberta e foi a primeira mulher a reger uma orquestra no Brasil.

Com um dia oficializado como o Dia da MPB em sua homenagem, Chiquinha Gonzaga é lembrada até hoje por sua genialidade musical e pela ideologia libertária. Uma grande mulher, que viveu muito à frente de seu tempo, servindo de referência para muitas mulheres artistas e cantoras ao longo de todos esses anos. Mulher genial e amplamente conhecida pela famosa primeira marchinha de carnaval da história: Ó Abre Alas. Chiquinha tem mais de 2 mil composições no currículo e transitava entre vários estilos musicais, como choro, polca, samba e até tango.  Mesmo assim, ela era mulher militante e ativa em diversas causas sociais.

Nascida em Francisca Edwiges Neves Gonzaga, em 17 de outubro de 1847, era filha de José Basileu Neves Gonzaga e a mãe Rosa, filha de uma escrava. 

Chiquinha foi educada para os ofícios do lar e para ser uma dama da sociedade, mas optou por ser pianista, maestrina e compositora. Além de ter tido sua vida marcada pelo sucesso na música, pelo desafio de viver numa sociedade patriarcal no período regencial e sua luta abolicionista. No mês de março, grande período carnavalesco, Chiquinha é relembrada e homenageada por todos.

Ela morreu no Rio de Janeiro, aos 87 anos, em 28 de fevereiro de 1935. Seu corpo foi sepultado no cemitério do Catumbi.

#8. Marie Curie

A cientista polonesa que descobriu e isolou os elementos químicos, o polônio e o rádio. Foi a primeira mulher a ganhar o Prêmio Nobel de Física e a primeira mulher a lecionar na Sorbonne.

Cercada por um universo intelectual dominado por homens, Marie teve que estudar de forma clandestina em instituições que não aceitavam mulheres. Assim como diversos artigos e experimentos seus foram recusados pelo simples fato de ser mulher. Sem desistir e estudando de forma exaustiva, hoje ela é uma grande referência para as mulheres que fazem da educação sua grande arma contra a sociedade patriarcal, inspiradas pela persistência e descobertas cientificas de Marie em sua época.

Nascida em Varsóvia na Polônia, no dia 7 de novembro de 1867, era filha de um professor de Física e Matemática no ginásio de Varsóvia, e de uma pianista.

Após a morte de seu marido Pierre Curie em 1906, num acidente, que inclusive levou Marie a uma depressão, aos 39 anos ocupou seu lugar como professora de Física Geral na Faculdade de Ciências, sendo a primeira mulher a ocupar este cargo. Ocupou outros cargos diretivos, como o do Laboratório Curie do Instituto do Radium da Universidade de Paris e participou – a única mulher – das 7 primeiras edições da Conferência de Solvay, em Bruxelas.

Em 1910 Marie Curie conseguiu obter o rádio em estado metálico. Em 1911, Marie Curie foi agraciada com o segundo “Prêmio Nobel”, desta vez de Química, por suas investigações sobre as propriedades do rádio e as características dos seus compostos, tornando-se a primeira personalidade a receber duas vezes o Prêmio Nobel.

Marie Curie faleceu perto de Sallanches, França, no dia 4 de julho de 1934.

#9. Amelia Earhart

Foi pioneira norte-americana na aviação dos Estados Unidos e grande defensora dos direitos das mulheres. Primeira mulher a pilotar sozinha pelo oceano Atlântico e receber a condecoração “The Distinguished Flying Cross” por ter realizado o feito.

Tida como uma aviadora revolucionária que se tornou um ícone do feminismo americano, após tentar dar a volta o mundo em um avião. Amalia é lembrada até hoje por seu feito, mesmo não conseguindo concretizar tal proeza, porém, ela segue sendo homenageada em diversas partes do mundo e tem até uma boneca feita pela empresa de brinquedos Mattel, como representação de inspiração para meninas de todas as idades.

Nascida em Atchison, Kansas, no dia 24 de julho de 1897, na casa do avô materno, o ex-juiz federal Alfred Otis. Foi apelidada de “Meeley” e sempre mostrou comportamento anti-convencional, não aceitando os ditames da educação tradicional.

Amelia empreendeu em 1935 um voo ao redor do mundo sozinha, mas não concretizou a aventura. Tentou novamente em 1937, quando partiu de Costa Rica, passou pela América do Sul até a África, de onde partiu até a Austrália, quando já tinha voado cerca de 22.000 milhas, cerca de (35.420 km). 

Fez seu último contato no dia 2 de julho de 1937 e teve seu corpo localizado após 81 anos de mistério sobre sua morte, no dia 7 de março de 2008, na ilha de Nikumaroro.

#10. Frida Kahlo

Uma grande pintora mexicana, conhecida por seus autorretratos de inspiração surrealista e também por suas fotografias. Seja no México onde nasceu ou ao redor do mundo, o empoderamento feminino de Frida a fez se tornar uma líder de artistas mulheres que vivem a sua própria sexualidade. 

Frida era grande defensora dos direitos das mulheres, tornando-se um símbolo do feminismo. Mexicana, pintora, comunista e bissexual, ela teve sua vida retratada em livros, peças de teatro e filmes, além das inúmeras exposições de sua obra. Morta em 1954, aos 47 anos, ela se tornou símbolo do feminismo, inclusive no Brasil. 

O caráter autobiográfico das obras de Frida Kahlo é um fator de identificação e aproximação com as demandas do feminismo contemporâneo. Levando a vida muito fora dos padrões normativos e sociais, ela se pintava e se retratava nua, fugindo totalmente dos padrões de sexualidade daquele período. Apesar do relacionamento abusivo com Diego Rivera, ela vivia os seus amores. Por isso, todos esses aspectos a tornaram uma grande figura da luta feminista, ovacionada por mulheres de todas as partes do mundo. 

Nascida na vila de Coyoacán, no México, no dia 6 de julho de 1907, era filha de pai alemão e mãe espanhola desde pequena teve uma saúde debilitada. 

Frida foi redescoberta pelos movimentos feministas como símbolo de liberdade, como alguém que confrontou em seu modo de vida e em sua obra os padrões de gênero da época em que viveu.

Ela faleceu em Coyoacán, no México, no dia 13 de julho de 1954.

Temos um post completo sofre a Frida Kahlo: VER POST

#11. Madre Tereza

Foi a maior missionária católica de todos os tempos, deixando seu legado de ajuda às populações carentes do Terceiro Mundo, formando inúmeras mulheres para seguirem suas vocações. Consagrada por receber o prêmio Nobel da Paz, também foi nomeada embaixadora em todas as nações, por ninguém menos que o Papa João Paulo II.

Com dezoito anos entrou para a Casa das Irmãs de Nossa Senhora do Loreto e criou a Congregação Missionárias da Caridade, onde dedicou toda sua vida aos pobres. Suas obras e vocações começaram a surgir entre suas antigas alunas que se sentiam inspiradas pela devoção e dedicação de Tereza, desejando se tornar fortes e humildes como ela, pois se inspiravam em sua bondade e em seu coração.

Em 1949, Madre Teresa começou a escrever as constituições das Missionárias da Caridade e, no dia 7 de outubro de 1950, a congregação fundada por ela foi aprovada pela Santa Sé, expandindo-se por toda a Índia e pelo mundo inteiro anos mais tarde. No ano de 1979 recebeu o Prêmio Nobel da Paz. Neste mesmo ano, o Papa João Paulo II a tornou sua melhor “embaixadora” em todas as nações, fóruns e assembleias de todo o mundo. Foi Beatificada pela igreja católica em 2003 e canonizada em 2016.

Nascida em Skopje, na Macedônia, no Sudeste da Europa, no dia 26 de agosto de 1910. Desde a infância, dizia que seu caminho era se tornar religiosa e viver especificamente na Índia. 

Seja por suas atitudes de impacto, seja pela capacidade de construir sua própria imagem pública, a madre se tornou o maior símbolo de santidade do século 20.

Madre Teresa de Calcutá faleceu no dia 05 de setembro de 1997, depois de sofrer uma parada cardíaca.

#12. Lina Bo Bardi

Foi uma arquiteta modernista ítalo-brasileira. É conhecida por ter projetado o Museu de Arte de São Paulo (MASP) e foi casada com o crítico de arte Pietro Maria Bardi, uma grande revolucionária que inovou o país com sua genialidade e criatividade, através de grandes obras monumentais.

Criativa e ousada, a arquiteta Lina Bo Bardi é uma mulher que deixou marcas profundas na cidade de São Paulo e sua genialidade é contemplada por muitos, além é claro de ser uma grande inspiração para mulheres que fazem das suas habilidades e criatividade, o maior ato de resistência feminina. Com ideias revolucionárias sobre arte e cultura, a arquiteta era apaixonada pela cultura popular, que passou a influenciar seu trabalho, tomando ares de diálogo entre o popular e o moderno. Lina preconizava um espaço em constante construção, inacabado, a ser preenchido pelo uso cotidiano, de acesso para todas as pessoas.

Nascida em Roma em dezembro de 1914. Lina instalou-se em São Paulo posteriormente, projetando e construindo, mais tarde, uma casa no bairro do Morumbi, a Casa de Vidro.

No final da década de 1970 executou uma das obras mais paradigmáticas, o SESC Pompeia, que se tornou uma forte referência para a história da arquitetura na segunda metade do século XX.

Faleceu em São Paulo, no dia 20 de março de 1992, realizando o antigo sonho de morrer trabalhando, deixando inacabado o projeto de reforma da Prefeitura de São Paulo.

#13. Anita Garibaldi

Conhecida como a “Heroína dos Dois Mundos”, por ser uma revolucionária e não aceitar o papel que era imposto às mulheres de sua época, ela participou no Brasil e na Itália, ao lado de seu marido Giuseppe Garibaldi, de diversas batalhas, lutou bravamente na Revolução Farroupilha, na Batalha dos Curitibanos e na Batalha de Gianicolo, na Itália. 

Anita viveu no início do século 19, quando ainda não se falava em feminismo, e sua grande representatividade para as mulheres se deve ao fato dela citar o início da luta de mulheres de vários países pelo voto e pela educação, além de não ser uma mulher que se conformava com os estereótipos e lugares designados às mulheres.

Presente no folclore brasileiro e italiano, ela se destacou em um campo que não era visto como possível para as mulheres: a guerra revolucionária. E por isso, até hoje, ela é uma das promissoras do inicio do feminismo no mundo. No Brasil, além da presença nos livros escolares, Anita Garibaldi tem um museu dedicado à sua memória em Laguna, além de dar nome a duas cidades de Santa Catarina. 

Nascida em Laguna, Santa Catarina, no dia 30 de agosto de 1821, era filha de Bento Ribeiro da Silva, um modesto comerciante de Laguna, descendente de família portuguesa vinda dos Açores e de Maria Antônia de Jesus. 

Anita Garibaldi faleceu em Mandriole, Itália, no dia 04 de agosto de 1849, durante uma fuga das tropas. Tinha apenas 28 anos.

#14. Dorothy Vaughan

Foi a primeira supervisora negra da história na NACA (hoje NASA), liderando um grupo de trabalho composto inteiramente de mulheres negras e matemáticas, em uma época em que o racismo e o machismo era altamente explícito no país.

Dorothy gostava de calcular e sua maravilhosa capacidade para a matemática lhe ajudou a colocar em órbita a Apolo 11, a nave que levou o homem à Lua pela primeira vez. Seu trabalho na Nasa ficou desconhecido para o grande público durante anos, até a chegada do filme “Estrelas Além do Tempo” (2016). Ela foi uma das mulheres negras que formavam uma equipe no Centro de Pesquisa Langley para calcular a trajetória dos primeiros lançamentos espaciais. Mulher decidida e com habilidades de liderança, Dorothy não se limitava em fazer apenas cálculos, fazia questão de participar de reuniões com engenheiros homens, coisa que era proibida para mulheres naquela época. Até hoje ela segue sendo uma estrela para muitas mulheres que querem fazer do céu uma possibilidade altamente alcançável. 

Nascida em 1910, nos Estados Unidos, era filha de Annie e Leonard Johnson. Durante a Segunda Guerra Mundial, Dorothy Vaughan começou a trabalhar na lavanderia de um quartel. Durante seu trabalho recebeu a notícia de que haviam aberto vagas para pessoas formadas em matemática. O trabalho era para ser realizado no Langley Research Center, o mais antigo centro de pesquisas da atual NASA, antes conhecida como NACA. Conseguiu a vaga e especializou-se em rotas de voo e programações matemáticas.

Depois de contratada, Dorothy foi designada para a chamada West Area Computers, uma área segregada com mulheres negras com formadas em matemática, cujos cálculos eram usados em projetos espaciais e de aviação. Em 1949, ela se tornou chefe da West Area Computers, liderando um grupo de trabalho composto inteiramente de mulheres negras e matemáticas.

Dorothy Vaughan aposentou-se da NASA em 1971, e faleceu dia 10 de novembro de 2008.

#15. Valentina Tereshkova

Foi a primeira mulher a ir ao espaço e se tornou uma líder das cosmonautas de sua geração, circulando o planeta 48 vezes em junho de 1963, com apenas 26 anos e até hoje é a única, das 60 mulheres que já deixaram nosso planeta, a subir ao espaço sozinha. 

A primeira mulher que viajou ao espaço com apenas 26 anos de idade, a bordo da espaçonave Vostok 6, parte do programa espacial russo Vostok, Tereshkova onde deu 48 voltas no globo terrestre em 71 horas, cerca de quase três dias. Valentina também era uma mulher extraordinária, pois antes de ir para o espaço ela fazia paraquedismo, onde chegou a realizar 163 saltos de paraquedas enquanto fazia parte de um clube de aeronáutica. Com toda essa coragem e determinação, ela segue até hoje na lista das mulheres que mais inspiraram outras mulheres.

Nascida no vilarejo de Bolshoye Maslennikovo, no oeste da Rússia, era filha de um motorista de trator que morreu na 2ª Guerra, quando a menina tinha apenas 2 anos. A mãe trabalhava numa fábrica de tecido, a mesma profissão da filha. 

Valentina seguiu na política, fazendo parte do Comitê Central do Partido Comunista. Foi grande porta-voz, representando os interesses de seu país em uma série de conferências internacionais sobre a paz e a representatividade feminina.

Em seu aniversário 80 anos, ela foi celebrada pela imprensa da Rússia e até hoje é reconhecida como uma grande heroína.

#16. Anne Frank

Vítima das atrocidades do nazismo, a jovem ficou conhecida por relatar seus momentos de confinamento em um anexo secreto, através de um diário que foi publicado por seu pai, sobrevivente do campo de concentração de Auschwitz, intitulado “O Diário de Anne Frank”.

Conhecida pelos seus relatos em um diário durante um período que permaneceu confinada nos fundos de um prédio de três andares, em um esconderijo apelidado de anexo secreto, em Amsterdã, na Holanda. Anne é uma das mulheres de maior impacto quando se trata em inspirar outras mulheres. Se não tivesse morrido, de tifo e inanição, no campo de concentração nazista de Bergen-Belsen, na Alemanha, estaria completando 90 anos. Com uma escrita minuciosa e detalhada, ela fez do poder das palavras algo que mudaria a vida de outras mulheres para sempre.

Nascida em Frankfurt, Alemanha, no dia 12 de junho de 1929. Filha dos judeus, Otto Frank e de Edith Holländer Frank, em 1933, saiu da Alemanha com a família, para fugir das leis de Hitler contra os judeus.

Anne Frank relatou em seu diário os conflitos de uma adolescente e a tensão de se viver escondida sobrevivendo com a comida armazenada, a ajuda recebida de amigos, o sofrimento da guerra, os bombardeios que aterrorizavam a família, e a possibilidade de o “anexo secreto” ser descoberto e serem mortos a tiros.

Ela faleceu em Bergen-Belsen, Alemanha, em 12 de março de 1945, com apenas 15 anos de idade.

#17. Zilda Arms

Grande médica pediatra e sanitarista. É conhecida na área da saúde por ter fundado em 1983 a Pastoral da Criança, um programa de ação social da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. Em 2006, foi indicada ao Prêmio Nobel da Paz.

Dra. Zilda Arns Neumann, foi médica pediatra e sanitarista, fundadora e coordenadora internacional da Pastoral da Criança, fundadora e coordenadora nacional da Pastoral da Pessoa Idosa. Zilda também foi representante titular da CNBB, do Conselho Nacional de Saúde e membro do Conselho Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES). Com todos esses feitos, ela é uma grande representação na área da saúde, sendo lembrada por diversas mulheres, médicas, enfermeiras e residentes, pelo seu amplo trabalho que desenvolveu através da metodologia comunitária de multiplicação do conhecimento e da solidariedade entre as famílias mais pobres.

Nascida em Forquilhinha, Santa Catarina, no dia 25 de agosto de 1934, era filha de Gabriel Arns e Helena Steinar Arns, descendentes de alemães. 

Em 1983, Zilda e Dom Geraldo Majella, arcebispo de Salvador, formularam um plano para diminuir a mortalidade infantil com o uso do soro caseiro e estava criada a Pastoral da Criança, onde ela esteve a frente da instituição ao longo de 25 anos.

Zilda Arns faleceu em Porto Príncipe, Haiti, no dia 12 de janeiro de 2010, após o prédio de três andares em que estava desmoronar.

#18. Indra Devi

Foi a professora pioneira do Yoga e uma das primeiras discípulas do Yoga moderno ao qual praticamos hoje em dia. Além de ser a primeira mulher ocidental a dar aulas de Yoga na Índia.

Indra Devi é uma figura muito respeitada no Yoga, por ter sido a primeira mulher estrangeira aceita na escola do mestre Krishnamacharya, mesma escola de B.K.S. Iyengar, Pattabhi Jois, Desikashar, entre outros grandes. Com escolas de Yoga em Hollywood, Los Angeles, California, Indra era professora de ninguém menos que Marilyn Monroe, além de Greta Garbo entre outras atrizes de cinema famosas na época. Se o mundo conhece todos os benefícios que o Yoga é capaz de proporcionar, esse feito é destinado a Indra Devi e todas as mulheres que ela inspirou a ter um melhor condicionamento físico e uma vida mais saudável, através de seus ensinamentos e propósitos.

Nascida em Riga, no Império Russo (hoje Letônia) em 12 de maio de 1899, era filha de Vasili Peterson, diretora de um banco sueco, e Aleksandra Vasilyevna, uma nobre russa. Como primeira-dama de Yoga, Idra escreveu vários livros e foi professora de de várias celebridades famosas de diversas partes do mundo.

Sua grande sabedoria e ensinamento teve amizade com grandes nomes como: Mahatma Ghandi, Rabindranath Tagore, Dalai Lama, ajudaram ao longo do século XX a disseminar o Yoga pelo mundo ocidental, e trazer a possibilidade desta prática nos dias de hoje.

Depois de abrir um centro no México em 1960, Indra Devi mudou-se para a Argentina já em 1982, tornando-se em 87 a presidente de honra da Federação Internacional de Yoga. Faleceu em Buenos Aires, aos 102 anos em 25 de abril de 2002.

Temos um post completo sobre a Indra Devi: VER POST

#19. Billie Jean King

Considerada uma das melhores tenistas e atletas femininas de todos os tempos, sua maior vitória é também fora das quadras ao lutar por igualdade de gênero, o fim do sexismo e os direitos LGBTQI+, além da inclusão da minoria nos esportes.

No auge do movimento feminista pelos direitos de libertação da mulher, Billie Jean King decidiu provar sua força e capacidade, vencendo a “Batalha dos Sexos”, calando de uma vez por todas, um ex-tenista, que alegava poder derrotar mesmo aos 55 anos, qualquer mulher pela ‘superioridade’ dos homens. Para provar do que era capaz e honrar a capacidade de todas as mulheres, Billie foi até as quadras e o derrotou em rede nacional. Essa vitória não foi apenas para ensinar uma lição aos homens que pensavam como ele, mas sim para chamar a atenção para assuntos mais sérios, como a igualdade de gênero.

Nascida em Long Beach, Califórnia, em 22 de novembro de 1943, Billie era de família metodista conservadora, filha de um pai bombeiro e uma mãe dona-de-casa.

Ela também tem sido uma advogada ativa contra o sexismo nos esportes e na sociedade, além de representar para o tênis, a luta feminina e os direitos LGBT+, lutando como ativista pela fundação Elton John e outra dela própria que defende a inclusão de minorias no esporte.

Terminou a carreira com 129 títulos de simples, sendo 12 de grand slams em simples. Em duplas, conquistou 16 grand slams em duplas femininas e 11 em duplas mistas, tornando-se assim, umas das mulheres mais inspiradoras que já conhecemos.

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