Bruxas: mulheres com sabedoria

Bruxas: mulheres com sabedoria

4 minutos de leitura

Durante séculos a palavra bruxa teve uma conotação de algo ruim, denso e até demoníaco. E essa imagem foi criada propositalmente para que as mulheres das culturas não greco-romanas, e que tinham uma vida muito mais livres e autêntica, deixassem de ter tanta liberdade assim.

Existe uma história atribuída ao imperador romano, Júlio César, de que quando ele foi conquistar a Galícia, parte da atual França, se deparou com pequenos povoados onde as mulheres não apenas tinham sabedoria sobre quase tudo, mas também eram guerreiras e líderes. Ele considerou aquilo uma afronta à mulher romana que tinha alguns direitos, mas não como as celtas, por exemplo.

Para encurtar a história, quando conquistou a Galícia, se estabeleceu o padrão romano de viver entre os povos celtas, que era o de não permitir tanta liberdade assim para as mulheres.

Com a chegada da Idade Média, aí que as mulheres, principalmente às que tinham alguma sensibilidade, foram perseguidas mesmo.

Malleus Maleficarum – O Martelo das Bruxas

Que a Idade Média é um capítulo obscuro na história da humanidade, isso a gente já sabe. Curiosamente, é justamente nesse capítulo que o nome “bruxa” surgiu como algo demoníaco.

Historiadores contam que um clérigo alemão escreveu um livro chamado Malleus Maleficarum, no ano de 1487 afirmando que o número de bruxaria havia crescido em toda a Europa. E, em tal obra, era relatado diversos tipos de bruxarias que as mulheres faziam. Entre elas, ter prazer!

Para o clérigo, as mulheres deveriam ser obedientes a seus maridos e aquelas que tinham qualquer comportamento fora desse padrão eram consideradas influenciadas pelo demônio.

Também eram consideradas bruxas, as mulheres curandeiras, as que faziam partos, as que tinham algum conhecimento não reconhecido pelo Estado.

A obra fez sucesso e acabou ganhando força entre os tribunais, primeiro na Europa e depois nos Estados Unidos. Aleatoriamente, muitas delas acabaram sendo perseguidas. Calcula-se que até o final do século XVIII, cerca de 600 mil mulheres e crianças tenham sido mortas, levadas à fogueira como forma de condenação pelos seus “maus comportamentos”.

Um adendo: muitos autores acreditam que o livro Malleus Maleficarum ganhou força por dois grandes motivos. O primeiro deles é por causa de seu conteúdo sexual, pois nele mostram mulheres em posições sexuais com o demônio. Um livrinho pornô da época. O segundo porque trazia o domínio pelo medo. Coisas do tipo, se você for vista com uma mulher que usa algum tipo de erva, você também é uma bruxa ou será acusada de compactuar com bruxaria.

Antes do tal livro, a bruxaria estava associada a ensinamento das vovozinhas ou das velhas anciãs. As práticas brutais às mulheres duraram cerca de duzentos anos.

A Bruxaria do bem

Portanto, a bruxaria nada mais era do que uma sensibilidade que mulheres (e homens também) tinham de entender as propriedades das plantas, minerais, etc, numa conexão mais profunda com a natureza.

Muitos de nós já tivemos uma avó, uma vizinha, uma benzedeira que nos mostrou o quanto essa conexão com a natureza pode ser benéfica e até vital.

Então, vamos deixar uma sugestão de um pequeno ritual que era comum para os celtas durante o Samhaim (em nosso Instagram tem uma explicação do que era essa festividade para os celtas) para pedir para levar todo o negativo e trazer o positivo em nossa vida. Você vai precisar de:

  • Dois pedaços de papel em branco
  • Um lápis
  • Álcool de cereais
  • Folhas de louro
  • Seu caldeirão (uma panela já serve!)

Escreva num dos papéis tudo o que não quer mais na sua vida como medos, doenças, tristezas etc.
E no outro, tudo o que você deseja, como saúde, prosperidade, amor, alegria.

Coloque o álcool no seu caldeirão (mas tenha muito cuidado) e acenda um fósforo e jogue ali dentro. Coloque ali o papel com as coisas ruins que não quer mais na sua vida. E mentalize-as indo embora.

Depois que o fogo apagar, acenda o fogo novamente e coloque o papel com as coisas boas. Agora, jogue a folha de louro. Mentalize tudo o que deseja chegando até você.

E fale: que isso seja correto e para o bem de todos.

Pronto, um pequeno ritual de abundância!

Esse que deixamos acima foi retirado do livro Wicca, a Religião da Deusa.

Se você também tem um ritual que faz no Dia das Bruxas, conte para a gente.

Ritual sob a Lua Azul

E hoje é um dia especial para fazer um ritual. Se você der uma olhadinha do lado de fora da janela, vai acompanhar um fenômeno chamado Lua Azul.

Esse é o nome dado, pelos cientistas, para esse fenômeno que só acontece a cada dois anos quando, dentro de um único mês, temos duas Luas Cheias. A segunda Lua Cheia é denominada de Lua Azul.

Apesar de ter esse nome, a Lua não fica azul. É que em alguns países, a segunda Lua Cheia foi observada onde há vulcões em atividade, fazendo com que a Lua ficasse com um aspecto azulado.

Muitos holísticos acreditam que a Lua Azul é um momento onde as emoções ficam mais evidenciadas. Se você estiver irritado, por exemplo, a chance de superlativizar o sentimento de irritação é grande. Então, primeiro, limpe o coração e mentalize só coisas boas. E depois, bom ritual!

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